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4 de Abril de 2010 / madalenacborges

Tempo XIII

   

  

    

    

Lembro-me de todas as ruas da minha infância    

Quando ando perdida    

Que reencontro nas franjas da memória    

E da chuva dessa perdida infância…    

Parece que tinha mais pingos para eu contar…    

E a da minha juventude era mais molhada, mais granizada    

Mais certeira que uma hora marcada    

E nesta ausência do tempo, o fascinio…    

de ser livre…    

enquanto molhado o corpo o sorriso invadia a minha boca.    

Agora, por vezes, perdida em passos desnudos de certezas,    

atrapalha ter a alma encharcada, ter um sorriso forçado    

ou acolher a pulsação dos lábios doridos    

de tanto esperar pela maciez da água que não me sobra.    

“Viver todos os dias cansa” pedro paixão   

E é tão estranho este sentir de nadas    

Esperar por um nada de que não sei    

pendurada na sensação pesada de não viver…    

olhar para trás e ver anavalhados na liquidez dos dias    

os sonhos dos meses    

(…) estou em stand by (…)    

Como um comboio numa estaçao fantasma    

“Como os passageiros à espera de um outro destino    

Naquelas salas de aeroporto que são onde melhor se ouve    

A solidão de estarmos tão perdidos como eu aqui,    

Que por momentos nos transformamos em verdadeiros fantasmas    

Sem sombra sequer, sem nada.Até acontecer alguma coisa.    

Vai ter de acontecer alguma coisa.E não acontece    

Vou calcorrear as ruas da minha infância, procurar o comboio    

para não me perder de vez…    

Lá persistem as aves, as pedras, e os homens, as árvores, os sons    

e a serenidade    

Lá ainda que assustado um futuro persiste.    

E então, eu voltarei a saber o que fazer do tempo .    

   

Beijos, Flores e Sorrisos   

   

     

  

 

   

  

 ✿Madalena ✿    

    

    

Safe Creative #1004045907576   

    

São lindas as ruas da tua infância que se abrem,
inalam fragâncias e aromas que fluem e rodam à tua volta,
enquanto passas e nelas transportas a beleza!
Beleza dos tempos já vividos e os que irás um dia viver.
Os átomos da tua irreverente e jovial maturidade, que
em ti rodopiam como lírios enebriantes que a teus pés
florescem num tapete de mil cores e tonalidades quentes
que voluptuosamente te guiam abrindo de porta em porta o efémero.
embebido como águas passantes na candura do teu momento!
  

  

  

  

(palavras soltas de 2008/2009)  

  

TempoXIII  

28 de Março de 2010 / madalenacborges

Tempo XII

 

 

 

O Sol brilha na minha cidade, vou calcorreando pelas

calçadas, vejo as Praças e os jardins que vicejam

flores formosas, ora são rosas, delicadas camélias

os malmequeres singelos…são tantas!!!…

Perdem-se pelos confins, amarelas, violetas,

vermelhas, tons coloridos e alegres.

Volto ao Passado, ainda menina com dois

lacinhos no cabelo, com um vestido de

pintas azuis, sentada num banquinho

com um chapeu de largas abas, observava

na Quinta de meus avós, a graça das campinas,

ficavam penduradas, graciosos brincos de Princesa.

Respirava um ar tranquilo e doce, as borboletas

não me largavam, nem as abelhas…

Fecho os olhos, sinto-me rodeada por

encanto tamanho, florindo com a Natureza.

Ah, Doce Primavera Eterna!

Trago na minh’Alma flores e cheiros felizes,

uma malinha  que me acompanhava

carregada de sonhos, onde tentei separar

os botões de rosas dos seus espinhos…

A Primavera está por aqui, aí,

temos de saber aproveita-la.

 

Beijos, Flores e Sorrisos

 

 Madalena 

 Safe Creative #1003285856736 

 

(Tipo de letra Utilizada MaryHelenJF)

 

 

 Pascoa

Páscoa Feliz !

 Madalena 

20 de Março de 2010 / madalenacborges

TempoXI

Verbo Amar

Vi os meus passos na terra pisada…

Em todos os gritos da história mais

ouvida, por isso mais contada.

Em todos os segredos das minhas

madrugadas, foram gritos nas voltas

dos tempos.

Rasga-se o meu peito aparentemente

calmo, um eterno vazio…

Tudo é grito, dôr, mais do que peço,

mais do que quero.

Sinto-me tão imperfeita!

Procuro um verso no horizonte

que me levante o olhar de novo

para a luz imensa.

Quero partir, não sei bem qual

o meu rumo, levo flores porque

ainda as consigo olhar com delicia.

Agarro as correntes dos mares e  

dos segredos…

Gostaria de ouvir pelos cantos das  

 ruas  da minha cidade… o Verbo Amar

parece que esqueci de o proclamar!

Sinto-me a cair de um precipicio…

mas, hei-de  decorar o Verbo Amar!

Amar! Porque Eu amo.

Tu amas.Sempre.

Ele ama…Nós amamos…  

Vós amais…Eles amam…

  

Procuro um verso no horizonte

 

enquanto a morte espera nas palavras

 

a minha voz é a luz de uma candeia

 

 que se apaga e me deixa a noite

 

a cicatriz de todas as dores

 

junto ao orvalho do rosto.

 

supostamente ________o verso afogou

 

no caminho até ao mar.

 

(Verbo Amar;  palavras soltas de 2008)

 

Beijos, Sorrisos e Flores!

 

 ✿Madalena ✿  

 

Safe Creative #1003205790188 

 

 Passeando, nas ruas da tua Cidade,
Onde o Amor floresce e encanta;
Ama-se, pelos aromas que nos penetram…
Sem indícios, de idade ou da Saudade,
Invadindo o coração que canta;
Abençoando, os passos que despertam.

Sol-Nascente ou Poente, revigora o Amor…
Essa chama núclear, explosão ao chegar;
Acalento, dos apaixonados com seu ardor,
Que nele teimam em mergulhar e navegar;
Navegam, com a certeza da felicidade encontrar,
Na maresia do teu Tempo que te vai Encantar.

Apolinário

 

Protege-te Contra o Cancro da Mama não adies !

 

protege-tedoCancro.gif Protege-te do Cancro picture by meuteutempo

14 de Março de 2010 / madalenacborges

Tempo X

TempoX  

 

   

  

    

    

   

Tempo X  

   

 Do outro lado do tempo   

    

faço versos, com eles pinto o amor.   

    

Não são versos misteriosos de   

    

grandes poetas, em que brilha    

    

aquele Sol que faz desabrochar   

    

as almas e as estrelas.   

    

A vida passa no tempo e nesses   

    

versos há tambem dôr e tormento.   

    

Depois de te olhar, a Ternura.   

    

E os ventos loucos dentro de mim   

    

sopram e vão sorrindo…   

    

Depois da noite, nós os dois.   

    

Onde a luz nos iluminará esplendorosamente   

    

Para o tal momento da dôr e tormento.   

    

Teremos o equilibrio como presente   

    

julgaremos que afinal, não é o fim.   

    

Rasgadas as cortinas sabe bem sentir   

    

que o passado nos fez crescer,     

    

nos preparou para um recomeço   

    

cheio de força…   

    

Depois da palavra, o Sorriso.   

    

Surge uma outra esperança e um   

    

novo Amanhecer…   

     

   

 Madalena    

  

   

    

Safe Creative #1003145749222  

   

    

  

Feliz Dia do Pai!  

    

Se algum dia vieres aqui ao Meu Tempo…Pai.  

Quero que leias, escuta o que tenho para te dizer…  

Gosto tanto de ti meu querido Paizinho!!!  

Desde menina, o teu carinho, a tua mão na minha, a tua força,   

o teu sacrificio, o teu sorriso, as tuas doces palavras.  

 Estás  comigo, nos sorrisos e nas lágrimas desde sempre.!  

Obrigado pelo maravilhoso Pai que tens sido ao longo do tempo  

pelo Avô que és ” Eles podem Contar Sempre comigo”.  

Sei que estás sempre aí para mim meu querido Paizinho.  

Gosto Tanto de Ti!!!  

19 de Março é Dia do Pai, é o Teu Dia…e o de outros Pais maravilhosos  

Parabens a todos os Pais que se preocupam e que amam!  

Feliz Dia do Pai!   

Beijos, Flores e Sorrisos!  

Madalena   

  

9 de Março de 2010 / madalenacborges

Tempo IX

 

 

 

 

Um sopro murmurado num beijo doce

de uma noite quente de Verão me terá

despertado, sinto uma profunda e louca

vertigem num olhar gelado, o mundo

gira, fecho os olhos e abandono-me.

Quantos passos temos ainda para dar?

Sossego o meu olhar por dentro do reflexo

da água do rio da minha cidade…

A cada passo me interrogo…Sim!

Hoje, sinto-me só.

Assim.

Na crueldade das páginas em branco

e do silêncio mais gritante de sempre.

Assim hoje.

Os beijos, a musica, as palavras, os segredos

que me fazem sorrir em cada esquina

da minha Cidade, esqueceram-se de mim.

Sei que navegam soltos nas ondas das

 memórias.

Assim hoje, mas nunca amanhã.

Amanha? Hoje. Vou ser quente, vou ser sol,

mar, vou ser sorrisos, vou ser caminho

infinito…vou ser Eu!…

 

Madalena  

 

  Safe Creative #1003095715445

"Entre duas pessoas há sempre um caminho infinito."

É a frase que ela escreve no seu caderninho de capa dura.

Mal acorda.Ainda sentada na cama.Não quer dizer necessariamente

que concorde.Quer dizer que gosta daquela frase.Como quem gosta

… lagos na infância…

Se há um caminho não pode ser infinito.Um caminho tem de ser

percorrido.Uma frase pode ser bela sem ser verdadeira.

in Pedro Paixão pág.93 Rosa Vermelha Em Quarto Escuro

 

 

Beijos, Flores e Sorrisos!

Madalena

 

 

 

1 de Março de 2010 / madalenacborges

TempoVIII

 

 

"Tenho o riso tão roto, tenho andado tão por baixo,

 que já não chego com as mãos à cabeça,

 já nem o riso consigo remendar.

 As lágrimas lavam-me a cara quando

me deito e me levanto. Rasgam-me os

lábios até às orelhas, cada vez que tento falar,

 para dizer aos outros que estou bem.

Hoje vi-me ao espelho.

 Parecia um palhaço assassinado com uma faca.

até a vontade de me rir eu perdi."

 

Miguel Esteves Cardoso

 

*

*

Batem devagar sobre a minha alma, tranformam-se em melodias

 singulares com tons de desespero.

 Começam calmas para terminar tumultuosas,

 caem como gotas de orvalho nas madrugadas,

chuva miudinha no rosto…

Por vezes chegam cautelosas, suavemente,

 para quebrar o ritmo da face mas depois tornam-se agressivas,

 despertas para esse espaço súbtil preenchido pelo sofrimento.

 Caem silenciosas às vezes, mas os gritos da alma

não se podem conter quando elas já se amontoam

nessas danças tão puras como sofridas.


Ás vezes cobrem o rosto para se esconderem depois nos

 cantos da boca, salgadas como as águas do mar,

tão cheias, tão cheias de tudo que depois de as soltar fico-me vazia.

As lágrimas pertencem-nos…  

Madalena  

Palavras soltas do ano 2009

 

Safe Creative #1003015655806

 

Porque a Vida Real não é só Poesia, Grafica e tudo bonito…

E… porque sou Mãe…Eu estou atenta.

 

Falo-vos de Bullying!!!

 

http://www.youtube.com/watch?v=aIjRTYa7UK0

 

  

Madalena

 

22 de Fevereiro de 2010 / madalenacborges

Tempo VII

 

 

 

“(…) Eu quase nada sei de ti. É justo enganar-me.

Engano-me tão facilmente. Num instante o desejo tomou conta de mim.

Desejo nem sei de quê. Talvez de te abraçar e desfazer-me no abraço.

Não quero ser mais eu, a ténue sombra que de costas avança. (…)


O melhor será não nos voltarmos a ver.

O tempo prega-nos constantes partidas e chegadas.

Tu chegaste quando julguei que mais ninguém chegaria.

Com o meu pequeno coração no centro do meu corpo líquido fui perdendo qualquer esperança.

Uma a uma. Na vida que vai sucendendo aos dias.

Na desilusão que tudo vai apagando e assim o merece.

Mesmo na vitória há um pouco de fim, porque toda a vitória é efémera e não volta. (…)”

————————————— 

 

 

“(…) Não foram fáceis os últimos dias.

 

Prometemo-nos coisas que sabíamos irrealizáveis.

 

Mas não corámos. Talvez por não nos termos despedido.

 

Quando dissemos um ao outro até amanhã,

 

 já ambos sabíamos que não haveria outra manhã,

 

 outro dia, em que as nossas vozes, os nossos sons

 

 tão aflitos chocassem fazendo eco nas salas cobertas de espelhos. (…)”

 

Pedro Paixão

 (  Ladrão de Fogo, 2005)

 

 

Como sabem gosto imenso de Pedro Paixão,

desta vez esta pagina é Paixão e  minha.

 

 

Para lá de tudo o que é passado sei

que haverá um futuro…

Nada mais verdadeiro que o nada.

É de onde vêm todas as coisas.

Para onde depois regressam apressadas.

Por onde as esperas me servirão de abrigo.

Porque as cortinas se deixaram cair em lágrimas

em torno de nossos corpos…

Porque em cada esquina da minha cidade

há sempre uma palavra para me surpreender.

Porque existem as nossas mãos ;

o nosso abraço em torno de nós…

Sem saber como, adormece.

Nunca sabe *PedroPaixão *

Sabe-se apenas que os anjos dançam

no céu, mesmo por cima das nuvens.

Sabe-se apenas que amanhã é o nosso

Eterno Destino.  

 


 

Madalena 

22.02.2010

 Safe Creative #1002225603188

 

 

Madeira 

Tenho sentido uma grande tristeza com o que se passa na Madeira, vivi lá uns meses em Santana,

 amei a Madeira, as paisagens e as suas gentes, para além de todas as palavras, estas são dolorosas,

fica aqui o meu abraço, a minha solidariedade para com aqueles portugueses que tambem amo,

 porque são o meu País é Portugal!

Eu já fiz o meu donativo, se poderem pouco ou muito tentem contribuir.

Sabem o que me fez chorar hoje?

Uma mãe com 3 filhos no meio da estrada… com um bebé de1 mês ao colo

 já não tinha leitinho há 1 dia,  pedia ajuda desesperada e se fosse eu, se fosses tu?…

Um abraço apertado Madeira!!!

17 de Fevereiro de 2010 / madalenacborges

Tempo VI

      

     

    

Sentimentos são  frutos    


E nós provamos de tudo um pouco
   


Gostos agres, gostos doces
   

 
Por vezes vindo aos pares
   


Baralhando o paladar
   


Ou esgotando-o de tanto o usar

E onde se alojam esses sabores?  


Nos espelhos da nossa alma
   


No labirinto do nosso coração
   


Nos corredores da nossa mente

E que poder tem sobre nós?

  
Sobre a alma, o coração, a mente?
 

 

 


Gostos doces que estimulam o sorriso
   


Que não querem caber na nossa caixinha
   


Ansiando por uma libertação
   


Por um grito de liberdade
   


Querendo sempre deixar a sua marca

Não se querem guardar na mente

  

 


Não se querem guardar no coração
   


Querem viver para sempre presentes
   


E não aceitam o seu esquecimento
   


E sem nos dar por conta
   


Fogem por um distraído suspiro
   


Em tons de confissão

Libertam-se entre gritos

   
Ao sentirem corações longínquos
   


Para que se consigam escutar
   


Através de toda a exaltação

Libertam-se em beijos

   
Libertam-se em calmas palavras
   


Ao sentirem irrigações perto das suas
   


Não sendo preciso empregar
   


Palavras bradadas
   


Apelando ao entendimento
   


Apelando que os oiçam
   


E se preciso for
   


Apelando que os ajudem

Mágoas, alegrias, tristezas, lágrimas,

     
… estas também se cansam
   

De viver presas em espelhos negros    


De viver assombradas em único ser
 

Procuram então corações próximos

   
Alimentando-se ao sugar seu paladar
   

 
Procuram encontrar um novo refúgio
   

    

em mim, ou em ti…neste compasso   

    

de tempo em que espero …   

    

    

    

Madalena   

    

Safe Creative #1002175544074   

    

    

Mada e Ceu   

Céu também tu tens sido uma amiga excepcional.   

  

11 de Fevereiro de 2010 / madalenacborges

Tempo V

 

 

Faltam-me as palavras

 

nos dedos tristes

 

porque não sei escrever

 

a falta que me fazes 

 

e as saudades não se escrevem

 

porque há sorrisos que nem sempre

 

sei sorrir longe de ti 

 

Faltam-me as palavras nos dedos tristes

 

porque não sei escrever

 

a vontade de teus beijos

 

porque a distância não se escreve

 

e há verdades de amor

 

que só as digo no teu olhar

 

 Faltam-me as palavras

 

e morrem-me nos dedos

 

porque não consigo escrever

 

vontades, sinto-as no teu corpo

 

 Não sei escrever palavras

 

que não chegam para dizer amo-te

 

sem abraçar-te e quero nunca mais ter

 

de as escrever…

 

 

Madalena

 

  

 Safe Creative #1002135512105

 

Dedico esta poesia a todos aqueles

que amam, que se apaixonam e a todos

os que um dia terão motivos para sorrir 

(a ti Alexandra)

Beijinhos

 

 

1 de Fevereiro de 2010 / madalenacborges

Saudades

 

 

 

Saudades

 

  algures desejas-me tanto como eu

mas os meus olhos já não encontram os teus…

 

o teu amar no meu coração ficou, como um retrato da tua presença

mesmo longe sinto que o teu despertar já pertence ao meu amanhecer

somos unos neste frágil equilibrio que chamamos distância

…é o elo que nos fortalece de amor com vontade própria

 

venero o teu breve regresso ao meu regaço envolvente

reflexo profundo do instinto que a saudade deixou por aqui

o meu sentimento pulsa no branco gelo do tempo parado

crepita nas entranhas deste inverno de pedra mármore

 

no alpendre do silêncio, a saudade enlutando o meu olhar

o vazio do eco comido ás secas num atentado mudo

 a tua não presença está dentro fora de mim

…neste tempo presente que embala o desejo no teu voltar

 

para além do tempo em ocasionais manhãs de sol

prendo as mãos e o olhar no nada

sinto-me vestido de luto cerrado e austero

…resta-me então o vazio e a tristeza na falta de palavras

 

os meus dedos tristes não sabem escrever saudade

essa falta imensa que me fazes todos os dias

os teus beijos não se escrevem, sentem-se nos lábios

verdades e vontades que só te digo olhos nos olhos

 

procuro imaginar os teus caminhos e destinos

na dolorosa claridade imaculada dos meus passos

por entre as margens do nosso afastamento, o silêncio…

lágrimas e sorrisos desta gélida cidade branca

 

lágrimas e sorrisos aparentemente doces e tranquilos

gritam saudades que não se escrevem na folha de papel

nem sempre sei chorar e sorrir longe de ti, meu doce

…sinto todos os silêncios a ferir dentro e fora de mim

 

profetizando o teu retorno, desenterrei uma raiz

neste canteiro de terra firme, berço do nosso amor…

porque no fim as tuas mãos e as minhas serão

a ponte para a nossa união final e eterna

 

algures entre o teu e o meu desejo

os meus olhos já encontram os teus…

 

 

 Madalena & Cláudio Pereira

 

11.10.2009

 

 

Safe Creative #1002015417742 

 

Esta poesia, assim como outras virão para este Meu e Teu Tempo

porque como sabem em breve o antigo espaço será eliminado.

 

 

 

 

  

Faleceu  a Poetisa, Romancista, Argumentista, Cronista e Actriz de teatro,

 cinema e televisão, sendo igualmente Autora de letras de canções

e fados que eu gostava tanto!…Rosa Lobato de Faria.  

Fica assim marcado este mês, este novo ano de 2010, pelo falecimento,

desta brilhante Senhora que marcou também a minha juventude, tanto,

pela sua obra, como pelo seu sorriso e simpatia.

Aqui fica a minha sentida homenagem…

 

 

Rosa  

 

Rosa Lobato de Faria  
[Lisboa, 1932 - Lisboa, 2010]  

 

 

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